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Eu não sabia que eu ainda conheceria um outro você 

 Performance que dá origem a uma instalação e explora o universo afetivo das relações entre familiares e doentes paliativos.

Sobre

 

“Eu não sabia que eu ainda conheceria um outro você” investiga as transformações provocadas pela experiência de uma doença grave, do cuidado e da perda de reconhecimento a partir da relação entre corpo, memória e espaço. A proposta parte da experiência de acompanhar uma pessoa próxima atravessando processos de adoecimento e transformação, buscando refletir sobre o modo como continuamos a nos relacionar com alguém que permanece familiar, mas que se modifica profundamente diante de novas condições corporais, emocionais e sociais.

Trata-se de uma performance musical que resulta em uma instalação sonora elaboradas pelas artistas Thais Montanari, Nathália Fragoso e por Artur Miranda Azzi. O violão constitui o eixo central da intervenção, sendo compreendido não apenas como um instrumento musical, mas como um corpo em transformação. Ao ser deslocado de sua configuração tradicional, ele deixa de funcionar como um objeto fechado e estável e passa a revelar uma rede de relações entre materiais, memórias, sons, imagens e afetos. A transformação do instrumento funciona como metáfora para a transformação de uma pessoa: um corpo que precisa ser continuamente reconhecido a partir de novas formas de existência.

A intervenção articula performance, instalação sonora, elementos visuais e experimentação musical. Fotografias, vídeos, cartas, objetos pessoais e registros relacionados ao processo de cuidado são incorporados ao espaço, formando uma espécie de arquivo de uma trajetória. Esses elementos são apresentados como fragmentos que participam de uma presença em constante transformação.

A experiência proposta ao público é a de entrar em um espaço de escuta e afeto, no qual as fronteiras entre instrumento, corpo, memória e espaço são gradualmente desestabilizadas. A ação busca provocar uma reflexão sensível sobre os processos de mudança, sobre as formas de cuidado e sobre a necessidade de criar novos modos de relação diante de corpos e identidades que se transformam.

O projeto é uma colaboração entre Artur Miranda Azzi, Nathalia Fragoso e Thais Montanari e já foi apresentado na programação 2024 do Circuito Contemporâneo no Espaço de Criação e Investigação Sonora do Conservatório de Música da Universidade Federal de Minas Gerais e  em 2025 no concerto “Paper Music” do festival Klangzeit Werkstattem Münster na Alemanha.

Para ver a performance



Para ver a instalação